Cultura Doadora
Cultura Doadora Realizado em 25/07/2024

Lançamento da Frente Nacional pela Aprovação do Uso da Membrana Amniótica em Queimados no Brasil

Movimento busca agilizar uso de curativo cutâneo no Sistema Único de Saúde para beneficiar mais de 100 mil pacientes ao ano. Ato será nesta quinta, 25/7, 14h

Lançamento da Frente Nacional pela Aprovação do Uso da Membrana Amniótica em Queimados no BrasilFoto: Arquivo do Banco de Teciidos Santa Casa/POA

O Banco de Tecidos Dr. Roberto Corrêa Chem da Santa Casa de Porto Alegre, a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, a Unidade de Queimados do Hospital Cristo Redentor de Porto Alegre, a Unidade de Queimados do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, a Sociedade Brasileira de Queimaduras e a Fundação Ecarta se uniram para constituir a Frente Nacional pela Aprovação do Uso da Membrana Amniótica em Queimados.

A iniciativa tem como propósito mobilizar a sociedade para apressar o processo de regulamentação do uso desse material no Brasil. O procedimento está em análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), no Ministério da Saúde, desde 2021, logo após o Conselho Federal de Medicina autorizar o uso desse material.

A membrana amniótica é a camada mais interna da placenta, que produz o líquido amniótico. Esse líquido tem muitos fatores de crescimento que estimulam e melhoram a cicatrização.

O Brasil é o único país da América do Sul que não regulamentou ainda o uso da membrana amniótica

A diferença da membrana amniótica para a pele e outros materiais, segundo ele, é gigantesca em vários sentidos. A membrana é mais fácil de captar, de esterilizar, de disponibilizar quase instantaneamente, com custos e logística muito menores. Já a pele vem contaminada, não tem sorologia do doador, os custos são infinitamente maiores com toda a logística de captação, laboratórios, exames, tratamentos da pele coletada que passará por processos complexos até estar apta para uso.

“Vai revolucionar o tratamento dos queimados no Brasil e melhorar os nossos resultados ao longo dos anos. Terá grande impacto no tratamento de queimaduras e feridas”, assegura o cirurgião plástico José Adorno, da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ).

A constituição de uma frente foi sugerida pela Fundação Ecarta, por meio do projeto Cultura Doadora, que tem como missão a sensibilização para a doação de órgãos e tecidos e a melhoria da estrutura médico-hospitalar. “Os benefícios do uso da membrana amniótica podem garantir melhorias no tratamento de mais de 100 mil pacientes que sofrem queimaduras ao ano no Brasil”, justifica Marcos Fuhr, presidente da Ecarta.

A Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria integra a Frente. No incêndio da Boate Kiss, ocorrido em 27 de janeiro de 2013, que provocou a morte de 242 pessoas e ferimentos em outras 636, a membrana teve o uso autorizado de forma excepcional.

Na época, bancos de pele dos países vizinhos enviaram seus estoques de curativos de membrana permitindo o tratamento de mais de 100 vítimas internadas com queimaduras.


data e horário
25 de julho de 2024, às 14h

local
Fundação Ecarta (Avenida João Pessoa, 943 – Porto Alegre).


Confirmação de presença
Secretaria Fundação Ecarta – 51. 4009.2970/4009.2971

Mais informações para a imprensa e entrevistas
Jornalista Stela Pastore, assessora de imprensa – 51. 99913.2295

 

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